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Hist�ria de Nova Odessa
S�culo XVIII
O desenvolvimento da regi�o que circunda Nova Odessa teve as suas origens nas sesmarias, concedidas no fim do s�culo XVIII. A primeira refer�ncia: "de possuidores de glebas de terras por aquelas paragens. . ." - " na paragem de Salto Grande, h� mais de 50 anos (1771), ali cultivando e residindo com f�brica de a��car e sua manufatura...(Hist�ria da Cidade de Campinas, de Jolum� Brito, vol. 18, p�g. 9). Logo deparamos com a concess�o de sesmarias no Quilombo, nos anos de 1798, 1799, 1802 e 1822.
As sesmarias e a subdivis�o de terras:

Uma sesmaria abrangia �reas de grandes propor��es e era geralmente concedida a v�rias pessoas � medida que a terra ia sendo ocupada, grandes fazendas se formavam, aos poucos subdivididas entre descendentes e agregados.
Depois vinham os pequenos n�cleos e os vilarejos. E a venda e revenda de propriedades torna-se praticamente imposs�vel documentar em detalhe essa evolu��o.
As sesmarias concedidas no Quilombo foram as seguintes:

Em 20 de abril de 1798, a Joaquim Jos� Teixeira Nogueira e Ign�cio Caetano Leme, nas margens do Ribeir�o do Engano - Barra do Quilombo.
Em 20 de abril de 1799, a Maria Tereza do Ros�rio, Joaquim da Silva Leme e Rafael de Oliveira Cardoso, Ribeir�o do Engano Barra do Ouilombo.
Em 2 de abril de 1802, a Jo�o do Prado C�mara, Jo�o de Souza Azevedo e Maria Ferraz Quilombo.
Em 6 de agosto de 1822, a Ger�nimo Cavalheiro Leite, Pedro Antunes de Oliveira e Capit�o Andr� de Campos, terras no Quilombo.
Somos levados a assumir que a sesmaria de Joaquim Jos� Teixeira Nogueira (1798) abrangia terras que hoje comp�em Nova Odessa e munic�pios vizinhos. � f�cil seguir a descend�ncia do Sargento Mor (depois Capit�o) Joaquim Jos� Teixeira Nogueira, desde as grandes propriedades do s�culo XIX, �s fazendas e s�tios do s�culo XX. Os c�rregos S�o Francisco, Palmeiras (hoje Palmital) e Capoava, levam o nome de propriedades suas ou de seus descendentes. Devemos tamb�m presumir que os limites de outras sesmarias tamb�m atingissem �reas que hoje fazem parte do nosso munic�pio.

A Baronesa - a locomotiva n� 1 da Companhia Paulista das Vias F�rreas e Fluviais - a primeira que passou por terras de Nova Odessa (Pombal) em 1987
Estrada de Ferro
Em 1873 foi iniciada acoloca��o dos trilhos que ligariam Campinas a Rio Claro, atravessando as terras que hoje s�o Nova Odessa.

Come�aram a chegar os trabalhadores, que acampavam ao longo da faixa de terra por onde os trilhos iam passar. A maioria era de imigrantes portugueses.Todo o trabalho era feito com enxad�es e p�s. A terra transportada em carro�as. Pedras eram quebradas para revestir o leito da estrada e dormentes assentados. As matas margeando a estrada forneciam boas madeiras.

Depois de dois anos de intenso trabalho, a 27 de agosto de 1875, a linha foi aberta ao tr�fego. Era uma sexta-feira e o trem inaugural partiu de Campinas �s seis e quinze, fazendo o percurso at� a Esta��o de Santa B�rbara (que em 1900 passaria a chamar-se Villa Americana), em hora e meia, inaugurando se no caminho a Esta��o de Rebou�as (Sumar�, desde 1944).

Na Esta��o de Santa B�rbara foi servido um delicado lanche. No trem, viajaram como convidados especiais, o Imperador Pedro II, o Conde D'Eu, Pr�ncipe Consorte, o padre Vicente Pires da Motta, Presidente da Prov�ncia, Secret�rios de Estado e a diretoria da Companhia Paulista de Vias F�rreas e Fluviais.

Durante trinta anos passaram os trens pelas terras do Pombal (Nova Odessa) sem que houvesse uma parada no local.

A Col�nia possuia estrada de ferro, cujos trilhos j� haviam chegado em 1873. Em 1912 foi constru�do o ramal de Piracicaba que aumentou sobremaneira o movimento de viajantes e permitiu � esta��o ser um dos pontos de parada. A ferrovia foi inaugurada por Dom Pedro II em 1875. A esta��o de Nova Odessa foi constru�da em 1929. A de Recanto foi aberta ao tr�fego em 1916.

A esta��o do Recanto, aberta ao tr�fego em 1916.
No in�cio deste s�culo come�aram a parar aqui alguns trens mistos e, por volta de 1905, foi instalado o Posto Telegr�fico do Pombal, provavelmente para atender as necessidades do rec�m-criado n�cleo colonial. Os primeiros colonos letos (1906) vinham de trem de passageiros at� Villa Americana e, de l�, tomavam um trem misto de volta para Pombal.

Em 1� de agosto de 1907 foi inaugurada a Esta��o de Nova Odessa, sendo Ant�nio Costa o primeiro chefe de esta��o. A parada do Recanto, entre os quil�metros 78-79, data de 7 de outubro de 1916.

Em 14 de julho de 1917, tamb�m seriam abertos ao tr�fego, o ramal e a nova esta��o de Santa B�rbara.

Em 1922, o ramal atingiu Piracicaba.

Com o desenvolvimento da regi�o, principalmente a cultura do algod�o e o plantio da melancia, Nova Odessa j� fazia j�s a uma esta��o de maior porte. A esta��o atual inaugurou-se em 20 de setembro de 1929.

Pessoas da Estrada de Ferro, em 1929
O Territ�rio
O nome de Pombal est� diretamente ligado � funda��o de Nova Odessa, porque assim se chamavam estas paragens h� muitos anos e tamb�m tinha esse nome a primeira fazenda comprada pelo governo, para a instala��o de um n�cleo colonial.

O Posto Telegr�fico da estrada de ferro e parada de trens tinha o nome de Pombal, antes de denominar-se Nova Odessa.

As propriedades que no in�cio deste s�culo originaram a forma��o do N�cleo Colonial Nova Odessa, foram: a Fazenda Pombal, comprada pelo governo em 1905, a Fazenda Velha, comprada poucos meses depois e o "engenho velho", da antiga Fazenda S�o Francisco. Outras propriedades foram compradas pelo governo, entre 1909 e 1911, para fazerem parte do n�cleo colonial, cujas terras est�o hoje no vizinho munic�pio de Sumar�. Eram as fazendas Pinheiro, Para�so e Sert�ozinho.

Cada uma dessas fazendas passou a ser uma das seis se��es do N�cleo Colonial Nova Odessa. Para completar o territ�rio hoje ocupado pelo munic�pio, havia, nessa �poca, outras propriedades que n�o faziam parte do referido n�cleo colonial. Entre a Se��o Nova Odessa (Pombal) e a Se��o Fazenda Velha, j� existiam o bairro da Cachoeirinha e a Filipada, onde eram propriet�rios, Anna Pinto de Camargo, os Whitehead, Jo�o F�lix de Camargo, os Pyles e outros pequenos sitiantes.

Entre a Se��o Engenho Velho e a Se��o Nova Odessa, os 25 alqueires dos Bassora. Entre as se��es Engenho Velho, Sert�ozinho e Fazenda Velha, os s�tios Capoava e Palmeiras, dos Azenha e dos Oliveira, terras de Ant�nio do Valle Mello (que vendeu 50 alqueires de terras aos Mattioli) e outros.

Do outro lado da linha do trem, terras dos Machado de Campos, Leite de Camargo, Nascimento, Toledo, Oueiroz Aranha e outros. As fazendas S�o Francisco, Olhos D'�gua, Triumpho, os s�tios Piraj�, Santo �ngelo etc. O s�tio Pau Pintado, no Port�o Pesado, era dos Pinto de Oliveira, hoje � a Fazenda Rubaiyat. O Vale Rico era dos Bradley. Para os lados da V�la Americana, nas margens do Quilombo, as terras de Charles e Maria Fenley.

A escola da Fazenda em 1908. A professora era d. Bras�lia Campos Aguirre e na foto vemos Adolpho Steinberg, Benedito (?), Agusto Araium, Eduardo Leekning, Carolina Leekning, Olga Strelniek, Arthur Peterlevitz, Henrique Bezod, Gustavo Peterlevitz, Fritz (?), Augusto Klava, irm�s Pyles, Milda Gulbis, Mathilde Streilniek, Cec�lia (?), (?) Teixeira, Theodoro Gulbis, Oscar Araium (o 3� sentado da esquerda para direita), Roberto Pyles, (?) Gulbis, Lorena Pyles, Alida Davidsky, Filomena(?) e Leontina Araium. N�o nos foi poss�vel identificar sete meninos da foto.
Origens da Cria��o do N�cleo Colonia
Durante tr�s s�culos o Brasil viveu quase que exclusivamente da m�o-de-obra escrava, de origem africana. No in�cio do s�culo passado, ativou-se um movimento mundial de rep�dio � escravid�o, que viria modificar toda a estrutura de trabalho no mundo ocidental.

O Brasil, em 1870, era o �nico pa�s do ocidente que ainda n�o abolira a escravatura. Dentro desse contexto, o governo brasileiro logo come�ou a incentivar a vinda de imigrantes estrangeiros, n�o s� para substituir o "bra�o escravo", mas tamb�m como forma de apressar o desenvolvimento da agricultura no seu imenso e pouco explorado territ�rio.

Sempre que algum fator pol�tico, econ�mico ou social afetava outros pa�ses ou regi�es, originando um movimento migrat�rio, o Brasil procurava atrair esse fluxo para as suas terras. Assim vieram os su��os-alem�es, os alem�es, os norte-americanos, os italianos, poloneses, russos, h�ngaros, letos e outros.

Em 1904, quando Carlos Botelho assumiu a Secretaria da Agricultura, era pol�tica vigente a cria��o de n�cleos coloniais para imigrantes de mesma origem �tnica. O governo tinha por norma comprar terras de particulares e, dividindo-as em lotes, revend�-las aos imigrantes, a prazo de cinco anos. Num despacho de Carlos Botelho, de 1� de julho de 1905, l�-se:
"interessa ao governo, somente as propriedades � vista das estradas de ferro e de grande extens�o". Nessa �poca a maior imigra��o era de italianos.

Para exemplificar a import�ncia que tinha o movimento de imigrantes, citamos o fato do governo da It�lia come�ar a dificultar a emigra��o para o Brasil, canalizando-a para as suas possess�es na �frica. Carlos Botelho convidou o c�nsul da Espanha para visitar os n�cleos coloniais e as terras dispon�veis, com vistas a atrair imigrantes espanh�is, o que logo conseguiu em larga escala.

Isso criou tal ambiente na It�lia que obrigou o governo italiano a reconsiderar sua decis�o e a levantar as restri��es impostas. No caso de Nova Odessa, deu-se o fato de estar havendo um grande movimento migrat�rio na R�ssia, em raz�o de graves conturba��es pol�ticas e sociais. Como resultado dos reveses militares da guerra russo-japonesa (1904/5), agrava-se a situa��o interna da R�ssia.

Em janeiro de 1905, a fuzilaria do "domingo vermelho" destruiu a confian�a do povo no czar. Greves, motins, revoltas e atentados se sucedem. Milhares de fam�lias russas abandonam o pa�s e espalham-se por toda a Europa. Muitos emigram para os Estados Unidos.

Carlos Botelho logo instruiu o seu auxiliar e amigo Augusto Ferreira Ramos (que estava em Nova York em miss�o do governo), para estudar a possibilidade de canalizar parte desse movimento para o Brasil.
Em princ�pios de mar�o de 1905, Augusto Ramos assistia em Nova York o desembarque de imigrantes russos, que lhe causaram �tima impress�o. Ainda em mar�o, em Londres, informava-se sobre a melhor forma de trazer esses colonos.

Em 13 de abril, assinava contrato com a companhia de navega��o Royal Steam Packet Company, para esse efeito. E em maio j� chegavam a Santos e a Nova Odessa (Pombal) os primeiros onze russos. (Relat�rio da Hospedaria dos Imigrantes do m�s de maio de 1905 - Arquivo do Estado S�o Paulo, ordem 4680).
Paralelamente, no Brasil, Carlos Botelho, em fevereiro de 1905, providenciava a compra da primeira fazenda do novo n�cleo, a Fazenda Pombal, cuja escritura foi lavrada em 11 de mar�o.

Em seguida foram estabelecidas as bases para a instala��o do novo n�cleo, demarcados os lotes e, a 24 de maio de 1905, criado oficialmente o N�cleo Colonial de NOVA ODESSA, pelo decreto n� 1286. A primeira refer�ncia a "camaradas russos" trabalhando no N�cleo, � o dia 29 de maio, e encontra-se no "di�rio" mantido pelo administrador, C�ndido de Albuquerque. (Arquivo do Estado - S�o Paulo, ordem 4681)

Tamb�m na presta��o de contas do N�cleo, do m�s de maio, encontramos o pagamento feito a seis trabalhadores, cujos nomes s�o obviamente russos e de origem judaica. (Arquivo do Estado - S�o Paulo, ordem 7196)".
Coloniza��o - Os Primeiros Imigrantes
Em 2 de agosto, desembarcaram em Santos, procedentes de Southampton, trazidos pelo vapor Aragon, mais 379 judeus russos. Foram enviados para v�rios n�cleos, entre eles o de Campos Salles e o de Nova Odessa.

Achamos tamb�m uma anota��o de 4 de setembro, da Hospedaria dos Imigrantes, informando que estavam mandando mais quatro fam�lias de russos para Nova Odessa, fora as tr�s que j� tinham ido dias antes. Examinando a rela��o de imigrantes chegados em 2 de agosto, verificamos que quase n�o havia agricultores entre eles.

Anotamos as seguintes profiss�es: sapateiro, pedreiro, cocheiro, caixeiro, padeiro, serralheiro, funileiro, pintor, carregador, lavador de roupa, mascate, acr�bata, tecel�o, cozinheiro, ferreiro, foguista, tanoeiro, carniceiro, maquinista, prestidigitador, sem profiss�o, curtidor, chapeleiro, vendedor de frutas, tapeceiro, negociante, alfaiate, eletricista etc. (Arquivo do Estado, ordem 4682).

Somos levados a crer que as primeiras levas de russos, enviados pela ag�ncia da companhia de navega��o, ao pre�o de 135 shillings por adulto e de 77 por menor de doze anos, eram de imigrantes desqualificados para a agricultura, que estavam deslocados pelos pa�ses da Europa, principalmente na Inglaterra, e que a ag�ncia mandou sem maiores cuidados.

Foram enviados para os n�cleos coloniais e, n�o estando afeitos a trabalhos rurais, logo abandonaram essas col�nias, dispersando-se pelas cidades maiores. Entretanto, o N�cleo Colonial Nova Odessa havia sido criado, especificamente para a localiza��o de imigrantes russos.

O governo fez gest�es junto � Lega��o do Brasil em S�o Petersburgo, procurando trazer imigrantes diretamente do Imp�rio Russo e pretendendo l� iniciar uma propaganda a favor da migra��o para o Brasil.
Em resposta, por carta de 31 de agosto de 1905 (Arquivo do Estado, ordem 4682), o Minist�rio das Rela��es Exteriores, no Rio de Janeiro, informa que o governo russo era contr�rio � emigra��o de se�s s�ditos.

Que apenas os israelitas tinham a sa�da sempre facilitada. Dificultava-se assim a emigra��o de russos qualificados para a lavoura e tamb�m fica esclarecido que nunca veio nenhum grupo de emigrantes da cidade de Odessa. Em fins de 1905, poucas fam�lias russas permaneciam no n�cleo e o governo come�ou a fazer dilig�ncias para a vinda de imigrantes letos, enviando Jo�o Gutmann a riga, capital da Let�nia, ent�o prov�ncia da R�ssia.

Tamb�m levava em considera��o os esfor�os de J�lio Malves para trazer fam�lias letas de Santa Catarina. Datados de 8 de janeiro de 1906, encontramos ainda os processos de compra de lotes, em Nova Odessa, de lvas Zuk (lote 24), Marck Pipman (lote 30), Mendel Bendernsky (lote 13) e Mark Shwarzman (lote 31).

Todos esses processos tem despacho de Henrique Ribeiro, em 9/1/1906, de Carlos Botelho, em 15/1/1906 e, aos tr�s primeiros, foram dados t�tulos provis�rios de propriedade, em 20/1/1906. Ap�s isso, apenas encontramos refer�ncias � coloniza��o leta, que se deu a partir de junho de 1906 e que consolidou a implantac�o do n�cleo.
Os Colonos Letos
 
J�lio Malves

Janis Gutmann
Com o malogro da primeira experi�ncia com imigrantes russos, a aten��o da Secretaria de Agricultura voltou-se para a possibilidade de trazer para Nova Odessa, imigrantes da Let�nia, que tamb�m eram considerados "russos" e que j� estavam instalados em dez col�nias, nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os primeiros letos haviam chegado ao Brasil em 1890 e eram considerados bons agricultores. Carlos Botelho, em fins de 1905, enviou � Europa Jo�o (Janis) Gutmann, um leto luterano que exercia fun��es de agente de imigra��o junto � Secretaria de Agricultura.

O Brasil mantinha um escrit�rio de imigra��o em Antu�rpia, B�lgica, com sucursal em Londres. Instalado na sucursal, Jo�o Gutmann entrou em contato com letos interessados em emigrar, residentes nas muitas col�nias letas espalhadas pelo territ�rio russo, bem como na pr�pria Let�nia, ent�o prov�ncia da R�ssia, a fim de envi�-los para S�o Paulo.

Mais ou menos na mesma �poca, J�lio Malves, um batista leto, que viera para Rio Novo em 1891 e que se transferira para Jacu-A�u em 1898, tomou conhecimento do incremento que a imigra��o estrangeira estava tomando no Estado de S�o Paulo.
Pediu uma audi�ncia com o ent�o Secret�rio da Agricultura e, uma vez na presen�a de Carlos Botelho, exp�s-lhe os problemas dos letos nas col�nias da regi�o de Blumenau e Joinville e os seus ideais de reun�-los numa grande col�nia, esclarecendo que se tratava de um povo afeito aos labores agr�colas e de grande tor�a de vontade e tenacidade.

Ap�s mais alguns entendimentos ficou acertado que a Secretaria da Agricultura mandaria cinco passagens gratuitas, para uma comiss�o de representantes que desejasse visitar os n�cleos coloniais do Estado de S�o Paulo, Jorge Tibiri�� (Corumbata�) e Nova Odessa, este �ltimo recentemente abandonado por judeus russos.

Essa comiss�o de "espias", da qual faziam parte Ernesto Araium, Ricardo J. lnke, Roberto Peterlevitz, Cristiano Leekning e Joao Lapin, era origin�ria de Jacu-A�u e veio a Nova Odessa em fevereiro de 1906. Esses dois movimentos originaram a vinda dos primeiros contingentes de Letos para Nova Odessa, em 24 de junho de 1906: Um de Santa Catarina e outro da Europa.

Um de Santa Catarina e outro da Europa. O primeiro era constitu�do de batistas letos, da col�nia de Jacu-A�u, transferidos por iniciativa de J�lio Malves, enquanto o outro, de luteranos, enviados por Janis Gutmann.
De Santa Catarina vieram inicialmente umas dez fam�lias, mas j� em julho e agosto foram chegando outras, � medida que iam vendendo as suas terras no Sul, principalmente para os alem�es.

Da Let�nia e de col�nias Letas da R�ssia vieram 40 fam�lias nessa primeira leva. Mais imigrantes continuaram a chegar tanto da Let�nia como dos estados do Sul, instalando-se em Nova Odessa e em outros n�cleos. No jornal "O Imigrante" de janeiro de 1908, lemos: "O n�cleo colonial Nova Odessa, com 97 lotes, dos quais 64 est�o occupados por fam�lias russas e 33 lotes est�o � venda".

Theodoro Mesgravis e Andr� Sprin em 1920
A Emigra��o Leta para o Brasil
As opress�es pol�tico-religiosas e as condi��es s�cio-econ�micas prec�rias, que na Let�nia n�o permitiam ao cidad�o adquirir um pouco de terra para lavrar e com o produto do seu trabalho prosperar honestamente, foram os motivos fundamentais que deram origem aos primeiros movimentos migrat�rios dos letos para o Brasil.

Tratando-se de um povo basicamente de ocupa��o agr�cola, os letos, ao chegarem ao Brasil, logo procuraram �reas de terras, as mais amplas pos�s�veis para as cultivarem e prosperarem e, concomitantemente, desenvolver sua vida espiritual num ambiente de plena liberdade religiosa.

A emigra��o de letos para o Brasil teve a sua origem com o aparecimento de publica��es sobre este pa�s no di�rio leto "Baltijas Wehstnesis" (O Mensageiro d�ltico) em 1889, editado em Riga, capital da Let�nia, e de um pequeno livro em princ�pios de 1890, intitulado 'Brazilija' (Brasil).

Essas publica��es eram de autoria de dois jovens letos rec�m-formados pela Universidade de Dorpat, na Est�nia - Karlis Balodis, pastor luterano e Peteris Sahl�tis, doutor em filosofia, que haviam visitado o Brasil em 1888, interes�sados em verificar a proced�ncia ou n�o das propaladas vantagens que o Brasil oferecia aos imigrantes agricultores, especialmente no Estado de Santa Catarina, segundo a imprensa alem�.

No Rio de Janeiro e em Desterro (Florian�polis) entraram em contato com uma das empresas colonizadoras - a Gr�-Par� - visitando as suas col�nias formadas de poloneses e italianos, na regi�o de Orle�, onde o clima se assemelhava ao da Let�nia, naturalmente sem os rigores do inverno.

As publica��es em pauta descreviam o Brasil, a fertilidade da terra, o clima, a flora e a fauna, os produtos, a pol�tica liberal do governo, as facilidades oficiais dadas aos imigrantes agricultores, inclusive o apoio � forma��o de grandes aglomerados de imigrantes da mesma nacionalidade para evitar a nostalgia e os problemas culturais.

A oportunidade de uma emigra��o de letos em grandes escala, tanto da Let�nia como das col�nias letas da R�ssia, parecia excepcional aos dois jovens letos. E, sob os efeitos da impress�o que as publica��es causaram em certas camadas sociais, Karlis Balodis logo organizou em Riga uma ag�ncia de emigra��o para o Brasil.

Em abril de 1890, Karlis Balodis partiu do cais de Riga com cerca de 25 fam�lias ,a bordo de um navio pequeno, que os levou ao porto de L�bek, na Alemanha, de onde, em outro vapor, chegaram a Laguna, porto brasileiro do Estado de Santa Catarina. A maior parte daqueles emigrantes compunha-se de diaristas da metr�pole leta, especialmente da f�brica de cimento, que n�o se conformava em trabalhar indefinidamente s� pelos iteresses do patr�o, sem condi��es de chegar � emancipa��o econ�mica.

Durante a viagem que lhes era gratuita, esses emigrantes faziam suas fantasias, pensando na lavoura em termos europeus. De Laguna at� Orle�, viajaram pela estrada de ferro rec�m-constru�da, que na �poca ali fazia o seu ponto final.

De Orle�es marcharam a p� cerca de dez quil�metros, at� Rio Novo, grande gleba de terras que tomou esse nome emprestado do rio que corta a regi�o. Ficou ali estabelecida a primeira col�nia Leta no Brasil, a de Rio Novo. O contraste entre o ambiente que conheciam na Let�nia e aquele que se lhes deparava agora no Brasil, produziu nos rec�m chegados um impacto negativo.

Encontrando-se ainda nos alojamentos comuns de alguns barrac�es da empresa colonizadora e percebendo, na mata virgem a desbravar, um futuro tenebroso, resolveram abandonar o local, dispersando-se pelas cidades do Sul, como Desterro e Porto Alegre, enquanto uns poucos voltaram para Riga.

Ficaram na col�nia apenas quatro fam�lias. Entre elas estava uma �nica fam�lia batista a de Janis Aruns - que se correspondeu com outros batistas de Riga e, como resultado, vieram para Rio Novo em julho de 1891, mais cinco fam�lias, entre elas as de Frischenbruder e Malves, mais tarde nomes de proje��o entre os batistas letos do Brasil.

Em novembro do mesmo ano chegaram mais duas e em dezembro outras 25 fam�lias, a maioria de batistas e algumas de luteranos. As primeiras col�nias letas a estabelecer-se no Brasil foram em Santa Catarina. Em 1890, a de Rio Novo; em 1892, a de Rio Orat�rio; em 1893, as de Rio M�e Luzia e Massaranduba.

Nesse mesmo ano, a de lju�, no Rio Grande do Sul. Em 1898, Jacu-A��; 1899, Ponta Comprida; 1900, Terra de Zitnmerman e, em 1901, as de Schroederstrasse e de Linha Telegr�fica, todas em Santa Catarina.
Vieram depois as col�nias letas do Estado de S�o Paulo: Nova Odessa e J orge Tibiri�� ou Corumbata�, em 1906; Nova Europa, em 1907; Par�quera-A��, em 1910: S�o Jos� dos Campos, em 1914 e Varpa, em 1922.

No caminho para a Fazenda Velha, em 1922, Milda Mesgravis, Adina Kudrin, L�dia Strautman, Maria Mesgravis e Marta Strautman.
Os Italianos
Na regi�o, j� residiam algumas fam�lias de imigrantes italianos e portugueses que, aos poucos, foram participando da vida entre os letos, vendendo-lhes vacas, cavalos, etc.

Entre essas fam�lias, s�o citadas na Monografia de Nova Odessa, a de Jo�o Bassora, Quirino Bassora, Matiolli, Delben, Marmilli, Azenha, Camargo, Leite, Jos� Whitehead (imigrante americano). Muitas mo�as que tinham experi�ncia em tecelagem caseira, iam trabalhar como tecel�s em Carioba.

Visita de Carlos Botelho a Nova Odessa, no in�cio da Coloniza��o
Carlos Botelho - O Fundador
Carlos Jos� de Arruda Botelho, nasceu em Piracicaba, em 14 de maio de 1855, filho primog�nito do coronel Antonio Carlos de Arruda Botelho, mais tarde Visconde e Conde de Pinhal, e de Da. Francisca Coelho de Arruda Botelho.

Come�ou a estudar em Piracicaba e terminou seus primeiros estudos no tradicional Col�gio de Itu, dos jesu�tas, em 1867. Nesse ano mudou-se para o Rio de Janeiro onde continuou os seus estudos cursando at� o 2� ano da Faculdade de Medicina.

Em 1875 viajou para a Fran�a, matriculando-se no 3.� ano da Faculdade de Medicina de Paris, onde, com brilhantismo, recebeu o grau de Doutor em Medicina, no ano de 1878, tendo-se especializado em cirurgia sob a dire��o do renomado professor Courty.

A tese que defendeu na sua formatura era "Contribui��o ao estudo da invers�o uterina antiga e seu tratamento". Viaja alguns meses pela Europa e volta ent�o para a prov�ncia de S�o Paulo, resolvido a exercer a sua profiss�o na capital.

Pouco depois de seu regresso da Fran�a, casa-se no Rio de Janeiro com d. Constan�a de Brito Souza Filgueiras, que foi a animadora perfeita e inspiradora de seu marido na miss�o que se impusera na sua nobre carreira.
Carlos Botelho - M�dico
Com imenso futuro diante de si, podendo escolher � vontade a sua clientela, com posi��o definida na melhor sociedade brasileira - filho que era do Conde de Pinhal - qual foi entretanto o campo escolhido pelo jovem m�dico para o desenvolvimento da sua especialidade?

A Santa Casa da Miseric�rdia de S�o Paulo! A essa benem�rita institui��o � que Carlos Botelho se dedicou de corpo e alma, para atender ao esp�rito humanit�rio que o impelia em socorro dos menos favorecidos. Revalidou o seu t�tulo perante a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1883.

Pela sua dedica��o e profici�nc�a, foi indicado para ser o primeiro diretor cl�nico da Santa Casa, quando da cria��o desse cargo em 1884. Surgem naquela �poca, na Santa Casa, duas vigorosas figuras de cirurgi�es, que repartiam a pr�tica da cirurgia no hospital: Carlos Botelho e Nicolau Vergueiro.

Botelho tinha a brilhante forma��o cultural e t�cnica da escola francesa, em grande prest�gio no s�culo passado, enquanto Vergueiro se educara na r�gida disciplina da escola alem�. Esta desigualdade de escolas provocava constantes celeumas e discuss�es entre os dois chefes de cirurgia.
Luiz Pereira Barreto veio completar a tr�ade, com Botelho e Vergueiro, dando impulso a uma nova era de pr�ticas cir�rgicas.

Foi Carlos Botelho o introdutor de assepcia entre n�s. Na Santa Casa criou in�meros melhoramentos, entre os quais, uma sala ass�ptica para opera��es, uma iniciativa pioneira e de funda�mental transcend�ncia.

Abriu tamb�m a Casa de Sa�de do Braz, na Rua do Gas�metro, que fez �poca pelas inova��es dos tratamentos que proporcionava. Nesse tempo, muito mo�o e elegante, era respeitado na medicina e admirado na sociedade.

Ao profundo conhecimento de patologia, aliava a destreza manual inigual�vel, dons que lhe permitiam improvisar processos e triunfar das ins�dias das mol�stias, sempre dentro do seu lema - "cito tuto et jocundo".
Foi o cirurgi�o que fez pela primeira vez, em S�o Paulo, a cirurgia dos b�cios, com �xito.

Ap�s Luiz Pereira Barreto fazer a primeira talha, para a extra��o do c�lculo vesical, em 1881, Botelho executou a segunda, num menino de doze anos, especializando-se nesse tipo de interven��o, �s quais assistiam outros m�dicos e estudantes.
Carlos Botelho, sem d�vida, pode ser considerado o pioneiro da urologia paulista, nome invariavelmente indicado para a reg�ncia das c�tedras de vias urin�rias, das v�rias escolas m�dicas projetadas naqueles tempos.

Para mostrar a sua disposi��o � urologia, lembramos que em 1882 publicava uma estat�stica de seus primeiros meses de cl�nica, que reflete definida tend�ncia para esse campo. A aten��o de Carlos Botelho voltou-se para os problemas da sutura da bexiga e para os curativos p�s-operat�rios, conforme demonstra o trabalho por ele apresentado em 1887, � rec�m fundada Sociedade de Medicina e Cirurgia de S�o Paulo.

Inventou as chamadas "almofadas de celulose sublimada", envolvidas em saco de gaze, que pela sua grande capacidade higrom�trica absorvia toda a urina eliminada, o que constituiu um aprimoramento t�cnico de import�ncia.

No campo da medicina, Carlos Botelho pode ser considerado um dos expoentes dos prim�rdios da cirurgia paulista. Ainda hoje, tantos anos decorridos, se recordam com respeito, nos centros m�dicos brasileiros, os feitos do jovem operador.
Carlos Botelho - Ruralista
Homem de excepicional sensibilidade para os problemas do momento, de um interesse c�vico fora do comum, percebendo as defici�ncias econ�micas e sociais com que lutava o pa�s, antevia as possibilidades que t�nhamos de venc�-las.

Ligado � terra pelo seus antecedentes, dono de propriedades agr�colas de import�ncia, n�o se conformava com o "roceirismo" dos processos agr�colas que vinham esgotando desnecessariamente o nosso solo e se disp�s a demonstrar que, com �nimo, intelig�ncia e estudos, poder�amos revolucionar a agricultura, multiplicando a produ��o com a mesma soma de esfor�os e despesas, preservando, al�m de tudo, a fertilidade da terra.

A revolu��o que empreendeu, iniciou-se em suas pr�prias fazendas, a Dourado, em Iguape, e a Lobo, em S�o Carlos. Queria demonstrar, pelo exemplo, do que seriam capazes as nossas terras, se tratadas racionalmente.

Carlos Botelho - Homem P�blico e Colonizador
No governo de Jorge Tibiri��, Presidente do Estado de S�o Paulo, de 1904 a 1908, ocupou Carlos Botelho a pasta da Secretaria da Agricultura, que ent�o compreendia tamb�m as de Com�rcio, Obras P�blicas, Via��o, Navega��o e Ilumina��o. Dentro de suas complexas atribui��es, devemos citar algumas das realiza��es de sua iniciativa.

O levantamento da carta geogr�fica do Estado; a cria��o de escolas agr�colas: a encampa��o da Estrada de Ferro Fluminense; o servi�o de �guas e esgotos da capital; o saneamento da cidade de Santos, entregue por Carlos Botelho ao engenheiro Saturnino de Brito: e muitas outras.

A capital paulista ficou a dever-lhe um dos seus mais encantadores logradouros de lazer - o Jardim da Aclima��o que Carlos Botelho mandou construir nos moldes do Jardin de la Acclimation, de Paris, que ele costumava freq�entar nos seus tempos de estudante.

Mas foi no campo da agropecu�ria que Carlos Botelho mais se revelou. Ao assumir o seu novo cargo, Botelho havia acabado de voltar dos Estados Unidos, onde conheceu novos sistemas de trabalho agr�cola.
Resolveu, ent�o, dar impulso � cultura do algod�o, relegada por n�s a segundo plano devido � concorr�ncia norte-americana.

Esse gesto foi vivamente criticado, por�m, perseverou no seu intento. Fez propaganda dos mais modernos m�todos de cultura, desde o preparo do terreno at� o aproveitamento industrial. Organizou mesmo, uma exposi��o num edif�cio existente no Largo S�o Francisco.

Alguns fazendeiros se deixaram contaminar pelo entusiasmo e, assim, a cultura do algod�o era reintroduzida em S�o Paulo, tornando-se posteriormente uma das nossas maiores fontes de riqueza.

Com refer�ncia ao arroz, que at� ent�o se importava do Oriente, iniciou aqui essa cultura, pelo sistema de irriga��o, trazendo inclusive t�cnicos americanos para o n�cleo de Moreira C�sar. Aplicou o mesmo sistema de irriga��o aos nossos cafezais. O despolpamento do caf�, assunto ainda hoje t�o atual, teve nele um dos seus propagandistas mais entusiastas.

Carlos Botelho foi um campe�o da campanha do trigo nacional. Ficaram famosas as fotografias do apaixonado lavrador no meio de seus formosos trigais. Recordamos que, pela primeira vez, ele promoveu exposi��es agr�colas em Campinas, Batatais, S�o Carlos, ltapetininga e Pindamonhangaba.

Preocupou-se com a eros�o, estimulou estudos meteorol�gicos regionais, deu os primeiros passos no campo da estat�stica aplicada e, na sua administra��o, nasceu a moderna divulga��o agr�cola paulista. O problema de falta de bra�os para a lavoura era na �poca dos mais angustiantes.

Criou a Ag�ncia Oficial de Coloniza��o e Trabalho. Estabeleceu os n�cleos coloniais de Nova Odessa, Nova Europa, Jorge Tibiri��, Nova Paulic�ia, Gavi�o Peixoto e Corumbata�.
Pessoalmente supervisionou a implanta��o desses n�cleos.

Deu especial aten��o ao de Nova Odessa, pois esse teve muitos problemas at� se consolidar. Inclusive, foi abandonado pelos primeiros colonos, os judeus russos, e s� se desenvolveu quando para l� canalizou a imigra��o leta. Na �poca, a maior imigra��o era de italianos.

Houve um per�odo em que o governo da It�lia incentivava os seus s�ditos a emigrar para as col�nias da Africa, em detrimento da Am�rica. Nesse impasse, Carlos Botelho convidou o representante da Espanha a visitar os n�cleos coloniais e, desse modo, conse�guiu atrair a imigra��o espanhola.

Por decorr�ncia, o governo italiano levantou as restri��es impostas, normalizando-se a emigra��o italiana. Iniciou a imigra��o dos russos para o Brasil e trouxe grandes contingentes de letos para os novos n�cleos. Permitiu tamb�m a vinda de colonos letos de Santa Catarina para o Estado de S�o Pauto, onde as condi��es eram mais favor�veis.

Em 1907, antes da primeira leva oficial de imigrantes japoneses, Carlos Botelho providenciou a vinda de alguns deles, que foram para a Fazenda Dourado, em lguape, de propriedade de seu pai. Coroada de �xito que foi esta iniciativa, vieram depois, oficialmente, os 796 japoneses que desembarcaram do navio Kasado Maru, em Santos.

No campo da pecu�ria, criou o Posto Zoot�cnico de S�o Carlos, onde centralizou grande quantidade de reprodutores, importados de seus pontos de origem e, em 1908, ali realizou uma importante exposi��o de animais. Em anexo, fundou a Escola de Leitaria, Zoot�cnica e Alvenaria.

Data de seu tempo o est�mulo de forragens para gado construindo 3 silos: na Mooca, no Jd. Aclima��o e na sua fazenda, em Dourados. Reestruturou e desenvolveu a Escola Superior de Agronomia " Luiz de Oueiroz ", de Piracicaba, contratando especialistas estrangeiros e l� tamb�m organizou a Fazenda Modelo, visando dar um cunho pr�tico ao ensino.

Criou em Iguape o Aprendizado Agr�cola, semente daquilo que devem ser as nossas escolas pr�ticas de agricultura. Carlos Botelho, agricultor ex�mio e cientista, n�o ficaria adstrito ao ensino rural para o fomento da produ��o.

Deu a maior �nfase � experimenta��o e pesquisas do setor, emprestando grande apoio ao Instituto Agron�mico de Campinas, desenvolvendo-lhe as se��es, trabalhos e pesquisas. E para que estas n�o ficassem restritas aos arquivos de reparti��o, ao mesmo tempo que incrementava a distribui��o de folhetos e publica��es da Secretaria, fundou em 1907 a espl�ndida biblioteca da Secretaria da Agricultura.

Dedicando-se � pol�tica foi eleito senador estadual pela legenda do Partido Republicano Paulista. Serviu-se de sua cadeira para se bater em prol de leis e regulamentos tendentes a estimular os lavradores e os criadores a ampliar as possibilidades econ�micas de S�o Paulo.

� dessa fase a funda��o da Sociedade Rural Brasileira, da qual foi o primeiro presidente. Pol�tico esclarecido e leal, parlamentar vigoroso que da tribuna do Senado tantos problemas debateu, conferencista que tantos aplausos recebeu, de vir�tudes diplom�ticas que lhe valeram a estima de estadistas internacionais e que o levaram � chefia de nossa representa��o na Confer�ncia Agron�mica de Montevid�u.

Em sua resid�ncia � Rua Brigadeiro Tobias, n.� 49, em S�o Paulo, fundou as c�lebres palestras agr�colas, "c�lula mater" da Sociedade Paulista de Agricultura, Liga Agr�cola e Sociedade Rural Brasileira.

Representou o Brasil, na qualidade de Ministro Plenipotenci�rio no Congresso Internacional de Pol�cia Sanit�ria e Medicina Veterin�ria, em Montevideu.

Foi agraciado com os t�tulos de Comendador da Real Oredem de Orange-Nassau da Holanda e Cavaleiro da Real Oredem do M�rito Agr�cola da B�lgica.

A sua vida privada foi cheia de ensinamentos para os que tiveram a fortuna de conhec�-lo na intimidade, assim como a sua exist�ncia no lar, padr�o do que de melhor nos legaram as nossas tradi��es familiares. Baste nos assegurar que todos esses �ngulos de sua vida, todos esses aspectos de suas m�ltiplas ocupa��es, que todas essas facetas de sua personalidade, se conjugaram homo�geneamente para constituir um dos mais equilibrados esp�ritos que o Brasil j� teve.

Afastando-se dos cargos p�blicos, dedicou-se aos cuidados de suas propriedades agr�colas, criando ali modelares estabelecimentos.
Faleceu na Fazenda do Lobo, em S�o Carlos, aos 92 anos de idade, em 20 de mar�o de 1947.

Deixou estirpe ilustre, constitu�da pelo dr. Carlos Jos� Botelho Jr. cirurgi�o e ex-diretor do Centro Anti-Canceroso do Hotel Dieu, de Paris, descobridor da "rea��o Botelho" para diagn�stico e tratamento do c�ncer; d. Constan�a de Macedo Costa, casada com o dr. Augusto de Macedo Costa; e o Antonio Carlos de Arruda Botelho, casado com d. Ol�mpia Uch�a de Arruda Botelho, conhecido lavrador e antigo vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira.
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