ODSs da ONU Nova Odessa está entre as 140 cidades mais sustentáveis do Brasil, aponta IDSC 2023

ODSs da ONU Nova Odessa está entre as 140 cidades mais sustentáveis do Brasil, aponta IDSC 2023

Dentre todos os 5.568 municípios brasileiros, Nova Odessa aparece como o 138º mais sustentável, mostra a edição 2023 do IDSC-BR (Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades Brasil), lançada em agosto pelo Instituto Cidades Sustentáveis. A cidade conhecida oficialmente como “O Paraíso do Verde” aparece em 8º lugar dentre os 20 municípios da RMC (Região Metropolitana de Campinas).

Nova Odessa obteve um índice de 58,38. Para comparação, São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo, tem o maior índice de desenvolvimento no país (de 63,42), enquanto Já Buriticupu/MA (29,79) fecha a lista nacional. A primeira colocada da RMC é Pedreira, com IDSC de 62,51.

“É muito satisfatório para mim, como gestor municipal, ter esse resultado atualizado do IDSC e ver que Nova Odessa está num caminho firme em direção à sustentabilidade e ao desenvolvimento sustentável, em que permitimos à cidade crescer e se desenvolver sem perder nossa qualidade de vida nem nosso compromisso com o Meio Ambiente e a vida animal”, salientou o prefeito Cláudio Schooder, o Leitinho.

O ÍNDICE

O IDSC é feito com base na Agenda 2030 da ONU e nos 17 ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e suas 169 metas, que a Agenda traz desde 2015 para todas as cidades e países do mundo. Ao todo, o índice é composto por 100 indicadores, referentes às várias áreas de atuação da administração pública. Saiba mais em https://idsc.cidadessustentaveis.org.br/rankings/.

A classificação segue o seguinte conceito: de 0 a 39,99, a cidade tem “desenvolvimento muito baixo”. De 40 a 49,99, “desenvolvimento baixo”. De 50 a 59,99, um “desenvolvimento médio” (caso de Nova Odessa). De 60 a 79.99, o município avaliado apresenta “desenvolvimento alto” (apenas 45 cidades do Brasil estão neste patamar).

E de 80 a 100, seria um “desenvolvimento muito alto”, mas nenhuma cidade brasileira tem esse nível ainda. “A diferença entre a pontuação obtida e 100 é, portanto, a distância em pontos percentuais que uma cidade precisa superar para atingir o desempenho ótimo”, explica o Instituto.

Mas Nova Odessa já possui “desenvolvimento muito alto” em três dos 17 ODSs avaliados a partir de dados oficiais. São eles “Água Potável e Saneamento”, “Energias Renováveis e Acessíveis” e “Ação Climática”. Outros sete quesitos têm “desenvolvimento alto”: “Erradicação da Pobreza”, “Saúde de Qualidade”, “Educação de Qualidade”, “Trabalho Digno e Crescimento Econômico”, “Redução das Desigualdades”, “Comunidades Sustentáveis” e “Paz, Justiça e Instituições Eficazes”.

Segundo seus organizadores, “o IDSC-BR permite uma visão geral e integrada das cidades brasileiras em cada um dos ODS”. “É uma ferramenta que visa estimular o cumprimento da Agenda 2030 e uma oportunidade para as cidades se integrarem à mais avançada agenda global de desenvolvimento sustentável. Graças ao Índice o Brasil é o único país do mundo a acompanhar os desafios e avanços de todas as cidades na Agenda 2030”, traz o site oficial do projeto.

“Assim, o IDSC-BR cumpre a dupla função de auxiliar as cidades a medir seu desempenho segundo os objetivos da ONU, bem como de permitir uma série de análises que vão além dos limites municipais”, explica o site.

O Ranking IDSC-BR é uma iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis, no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis, em parceria com o SDSN (Sustainable Development Solutions Network), apoio do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e financiamento do Projeto CITinova.